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A Cachaça de Alambique é um mercado em expansão, mas que precisa ser profissionalizado. O objetivo, segundo o presidente da entidade, Reinaldo Annicchino, é conquistar novos mercados e transformar a cachaça paulista em referência quando se fala do produto.

Melhoramento do produto paulista, atingindo um grau de excelência.

Outro gargalo é a falta de uma política de marketing que divulgue São Paulo como produtor de cachaça. “Todo mundo fala das cachaças artesanais de Minas e de Paraty (RJ). Eles estão 10 anos na nossa frente em termos de divulgação”.

A produção de cachaça de alambique, realizada por pequenos produtores, detém uma aceitação crescente no mercado interno e externo, sendo responsável também pela maior capacidade de agregação de valor ao produto em relação à produção industrial. Os pequenos produtores precisam ganhar mais representatividade e promover mais a cachaça artesanal paulista. Os produtores paulistas de cachaça precisam fortalecer sua representatividade, especialmente os micro e pequenos. Outro entrave é a “falta de cultura” para a promoção. O produtor deveria reservar pelo menos um terço dos seus recursos para marketing, mas não faz isso. Recorrer ao trabalho de consultores e realizar iniciativas de promoção da cachaça. “O setor fica mais unido e o produto mais valorizado. Cada um tem o seu produto, mas se eles forem divulgados juntos, podem se tornar referências”.

Propostas da APPCA

Divulgação da cachaça paulista. Nosso objetivo é contribuir para o incremento das vendas e, também, para o fortalecimento da imagem da Cachaça Paulista no país.

  • REGISTRE-SE

    Uma cachaça registrada gera muitos benefícios, como acesso a novos mercados, tanto no exterior quanto no Brasil; mais credibilidade do consumidor no produto, que reconhece o selo de IPI como um símbolo de qualidade, diferenciação frente aos concorrentes, associando a imagem do produto à conformidade a normas e regulamentos pré-estabelecidos e ocombate à concorrência desleal.

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  • Álcool capaz de matar é achado em 37% das bebidas em SP
    Davi Lira, do Estadão São Paulo

  • Presença de metanol - um álcool tóxico que pode até matar - foi detectada em 37% das cachaças, licores, vinhos, conhaques e uísques analisados.

    Em mais da metade de uma amostra de 65 bebidas coletadas com produtores, vendedores e consumidores das cidades de São Paulo e Diadema (SP) constatou-se a existência de substâncias nocivas à saúde humana. A presença de metanol - um álcool tóxico que pode até matar - foi detectada em 37% das cachaças, licores, vinhos, conhaques e uísques analisados. Em 11 bebidas, as concentrações de cobre estavam acima de 5 mg/l, limite estabelecido por lei.

    O estudo, realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo (Cebrid-Unifesp), faz parte de um levantamento internacional que abrange o consumo de álcool clandestino. Ambos os estudos são financiados pela International Center for Alcohol Policies (Icap), ONG americana vinculada à indústria da bebida.

    "A pesquisa, inédita, que durou dois anos, envolve países como Brasil, China, Índia, México e até o Sri Lanka", afirma o médico e professor da Unifesp Elisaldo Carlini, um dos coordenadores do levantamento do Cebrid.

    A maioria das amostras das bebidas foi coletada em São Paulo (69%), especialmente com vendedores. Porcentagem ainda maior (81%) declarou que sabia que as bebidas vendidas eram ilegais. O restante da amostra é procedente de Diadema, cidade onde o Cebrid possui um núcleo de pesquisas.

    Depois de passarem por quatro análises químicas - entre as bebidas, 65% eram cachaças artesanais e 10%, licores -, constatou-se que apenas 8 das 65 amostras eram registradas no Ministério da Agricultura e muitas apresentavam grande concentração de água e alto teor de acidez (pH maior que 5).

    Nas amostras de cachaça, o valor do etanol estava abaixo do adequado (40%). E em 24 amostras foi comprovada a existência de metanol. "Nenhuma concentração [DE METANOL]deveria estar presente. Dependendo da quantidade ingerida, pode levar até a morte por intoxicação", afirma Vânia Viana, pesquisadora da Unidade de Dependência de Drogas da Unifesp.

    Além disso, das 11 amostras de cachaça com alto teor de cobre, em 1 delas a concentração ultrapassa em 5 vezes o estabelecido por lei. [De Metanol]" O excesso de cobre acaba fazendo dele um agente agressor do organismo", diz a nutricionista Camila Leonel. Outro dado levantado por essa pesquisa é que em parte dos produtores foi constatado que o processo de engarrafamento é feito sem o uso de técnicas de assepsia.

    Controle. De acordo com Luiz Alberto Chaves, coordenador da Coordenação de Políticas sobre Drogas (Coed) do governo de São Paulo, "a falta de estatísticas oficias sobre a produção e o consumo de álcool ilegal tem impacto na elaboração de políticas públicas da área". Em nota, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) informa que apura periodicamente todas as denúncias de bebidas alcoólicas sem registro.

    As informações são do jornal O Estado de S.Paulo